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Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Normalização

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Já por aqui falei, anteriormente, nas possíveis dificuldades em mudar de regime alimentar quando não se vive sozinha ou se vive em casal. Penso que quando vivemos com colegas ou pais possa ser mais fácil, uma vez que basta começarmos a comprar as nossas próprias coisas e a cozinhar para nós. Contudo, quando vivemos enquanto casal - cujas refeições são partilhadas, programadas, pensadas e confeccionadas em conjunto - e quando a mudança é apenas de um dos elementos - a ginástica é maior.

 

Tenho falado com pessoas que passaram por este processo, com variadas histórias: umas o/a companheiro/a altera os hábitos também, outras recusa-se definitivamente, outras que contam como pode ser interessante e engraçado. No meu caso decidimos que cada um seguia com a sua dieta.

 

Posso dizer-vos que nunca tinha reparado como a comida - desde o processo de compra a cozinhar e comer - unia as pessoas. A força social do acto de comer é espantosa, sendo um motor inconsciente para muitos.

 

Tomada a decisão, já passei por várias fases: a do comer sozinha; a do ir às compras sozinha; a do fazer para os dois e não ser aceite; a do fazer diferente para cada um e a do outro ficar pouco apetitosa; a de comermos apenas fora para tentarmos fugir da hora da refeição em casa; a do tentar fazer uma base comum e mudar apenas um dos elementos (a carne); a do fazer peixe e peixe para dar para os dois,... penso que há uma sensação de abandono quando, numa relação, uma das pessoas muda um hábito comum. Fico feliz que esta sensação e situação esteja a ser ultrapassada, aos poucos, e a normalizar. Agora tudo flui com mais facilidade - embora ainda falte um pouco de óleo na engrenagem ;)

 

Hoje: duas frigideiras e dois tachos. Carne de peru numa e cubinhos de tofu na outra. Arroz integral para um lado, branco para outro. Natas de aveia e caril para os dois :)

 

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Intenção: Saúde Perfeita

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Por causa da nossa irritabilidade, há muitos anos que a nossa alimentação é mais cuidadosa do que a grande maioria das pessoas: mas nunca demasiado rigorosa. Fritos, cafés, molhos, picantes - sempre nos irritaram e já eram deixados à margem do nosso pretensioso palato. Mas sempre gostámos de experienciar os vários paladares que à boca pudessem chegar. 

 

Provar, comer, cheirar, sentir e aconchegar: somos verdadeiros food lovers! Animar o espírito tendo a boca como meio pode tornar-se um hobby bastante apreciado e, por vezes, viciante. Olhar, sentir o aroma, por na boca, sentir a textura, mastigar, salivar, engolir: uma das coisas mais consoladoras para quem vive intensamente numa sociedade de informação activa em pleno século XXI!

 

Foi por isso que ficámos espantados - se é que não ainda mais irritados - quando no nosso Retiro "Ensinamentos da Índia", com Rute Caldeira, a mensagem era para trabalhar a nossa saúde perfeita. Contudo, depois de respeitarmos tamanha teimosia, demos por nós a apaixonarmo-nos.

 

Frequentamos os retiros da Rute Caldeira - Uma Dieta Espiritual - 2 vezes por ano. Até agora tem sido assim e, se mais houverem, a mais iremos. Para além do descanso, o enorme Amor partilhado pelo grupo que se junta em cada ocasião e os ensinamentos revelam-se preciosos. Confessamos que no dia da partida nos sentimos sempre... bastante medrosos, uma vez que vamos de uma forma e nunca sabemos como regressamos! São 3 dias de pura comunhão connosco mesmos, de partilha, onde o sentido de comunidade é recebido e integrado com emoção. São, também, 3 dias a renovar energias e a enfiar pérolas pela boca! Pérolas que debulham saúde. E posso garantir que quando comemos pratos feitos com Amor: até a nossa alma se lambuza! 

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O último retiro aconteceu em Maio de 2015 e aconteceu ao abrigo dos projectos Zen Family e BioFamily. Para além do Yoga diário, a BioFamily cozinha tendo em conta o estilo de vida e ensinamentos da Macrobiótica. A única aproximação ao que era a Macrobiótica que tínhamos tido, havia sido um comentário - há mais de 7 anos - de uma amiga que disse que a Macrobiótica era "algo complicado e cheio de detalhes - não havia paciência para a coisa". E nós, como gente prática que somos, interiorizámos esta indicação agradecidos. Quem é que gosta de complicações? Acontece que nesta estadia, algo mudou. Todo o alimento experienciado era acolhido com gosto e verdadeiro prazer. Não sabíamos explicar, não queríamos acreditar ou pensar muito sobre o assunto: apenas percebemos que algo tinha de mudar.

 

Desde então, a Macrobiótica e o Yoga entraram na nossa vida. Esperamos que nos acompanhem nesta mudança!

 

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