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Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Onde come um, comem dois

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Diz o provérbio português que: "onde come um, comem dois" - mas nem sempre é bem assim. Desde que comecei a mudar a minha filosofia alimentar que a ginástica que precede à hora da refeição se tornou... mais intensiva.

Organizar a agenda das refeições e cozinhar nunca foi uma tarefa encarada com paixão. Mas, o pessoal chegava a casa - ou à saída do escritório - e mandava para o ar: "O que havemos de jantar?". Umas vezes lá decidia-se pelo caminho e ainda se parava a tempo de encontrar a mercearia do Sr. Manel aberta. Outras era certo: "encomendamos". Acontecia, também, não nos ocorrer nada e acabarmos os dois com a cabeça dentro do frigorífico a analisar o que para lá estava enquanto aguardávamos que uma ideia genial se apoderasse de um de nós. Não posso deixar de mencionar os "restos" - o supra-sumo do bem bom!

Agora é diferente: tem de se pensar em duplicado! Valha-nos aos céus que ainda somos só dois, senão teria de programar a triplicar! Assim sendo, a pergunta sofreu um update - agora a questão é o que cada um de nós vai comer? Isto porque a decisão da mudança de filosofia alimentar é tomada por uma pessoa em consciência - não, orbigatóriamente, pelo colectivo do seu agregado familiar.

Com tanta novidade, o fogão ficou hiperactivo: duas panelas de arroz - uma com o integral e outra com o branco (mas a alga Kombu foi aproveitada para os dois pois faz muito bem). Numa frigideira - o peito de pato (já nem o consigo cheirar!) e no tabuleiro do forno o seitan. 

Nem tudo são facilidades, mas vale sempre a pena.