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Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Complexidade da mente que mente

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Desde o início do ano que a minha mente anda fixa em doenças. Ou melhor, no medo da doença! Tem-se tornado um pouco incómodo, pois qualquer sinal extraordinário (extra-ordinário = que saia do normal) que o meu corpo assinale, a minha mente fica que nem uma comadre histérica!

 

Esta minha - vamos lá - preocupação, já passou por várias fases: começou com um pânico aterrador de que estava com uma doença realmente maligna nesta e naquela parte do corpo (acho que a minha mente imaginativa percorreu o corpo todo mesmo, desde o cérebro, ao sistema linfático) - e agora está no soar a sirene de alerta de cada vez que há algo "anormal" em mim. Partilho isto pois até se tem tornado cómico! Ontem e hoje de manhã, a minha urina estava avermelhada. Mas sem dor... devem imaginar já o que aconteceu: a minha mente pôs o chapéu de bombeiro e soou a sirene bem alto! Depois, lembrei-me - ao ir ao WC fazer algo mais - que tinha bebido sumo de beterraba à tarde ;) No outro dia, ouvi o meu coração (algo raro em mim). Logo veio a mente a dizer que devia estar algo muito grave a acontecer! Só depois percebi que como não estava habituada a ouvir o meu coração - sinal de que eu e o meu corpo estamos, cada vez mais, a viver num todo -, estranhei e nada mais seria. E por aí fora. O meu hábito de pensar de forma menos positiva influência estes desajustes da realidade. Percebi isso recentemente. Porque é que uma dor no ouvido pode ser tida como um problema cerebral e não como uma otite? Porque é que um formigueiro no corpo deve ser assimilado como um problema grave linfático em vez de ser tido como consequência do aumento das temperaturas ou, até, as células e energia do corpo a vibrarem? A minha mente viva e em ebulição alimenta o meu pessimismo existencial, contudo aperceber-me disso está a ser um paço fundamental para a minha aprendizagem. A aceitação e estabelecimento de relação com o meu fervilhar de ideias ansiosas faz-me estar mais apta a encontrar as ferramentas necessárias para conseguir chegar a um mar calmo, depois da tormenta.

 

Li algures que o medo extremo da morte e da doença se devem ao desejo extremo de viver. Pessoas que sentem assim, querem - desesperadamente - viver e sentir a vida. Então, é nessa alegria de viver a vida que me vou focar.

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