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Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Crónicas de um Intestino Irritável

Há quem diga que é o segundo cérebro do nosso corpo, há quem defenda que é o mais inteligente. Aqui ficam as crónicas de um intestino irritável com todas as suas peripécias e salamaleques.

Alimento com Vida - diferente? Sempre!

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Foi na minha consulta de iniciação à dieta Marcobiótica, com a Daniela Ricardo da Bio Family, que ouvi falar - pela primeira vez - de um tal Feijão Azuki. Quando fui às compras, fazia parte da minha lista por ter sido um dos alimentos destacados em consulta.

 

Hoje, decidi ir tratar dele :) 

Para quem não conhece, o feijão azuki é uma leguminosa selvagem originária do Japão. Chegou à Europa no século XX, depois de ter sido levado pelos emigrantes japoneses para o Brasil. É um alimento de grande riqueza nutricional, rico em proteínas, fósforo, cálcio, ferro, potássio, zinco, fibras solúveis e vitaminas do complexo B.

Para além de propriedades diuréticas, este feijão fermenta menos do que os outros. Auxilia na formação óssea, fortifica e regenera rins cansados, sendo indicado para disfunções renais, hipertensão e diabetes. Os japoneses utilizam-no na preparação de doces com sabor suave. O consumo de arroz com feijão azuki fornece ao organismo uma combinação nutricional completa.

Como outros produtos que tenho usado, este feijão deve ser deixado de molho em água durante 4 a 12 horas. Cozinhei-o, sem sal, numa panela normal (não tenho panela de pressão - assombraram a minha infâncias e ainda não são bem-vindas na minha casa) cerca de 30 minutos. Adicionei uma tira de alga Kombu e por 1 chávena de feijão adicionei 5 de água. Ele ficou macio e bem cozido - não tive problemas com a cozedura.

Depois, conforme tinha lido, aproveitei a água da cozedura para usar como chá - esta infusão é indicada para fortalecer os rins, a bexiga e os órgãos reprodutores, ajudando ainda a lidar com a obstipação e a eliminar o excesso de produtos animais do organismo. 

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Como os meus olhos (e cérebro) também comem, beber a calda da cozedura do feijão em formato de chá foi um conceito que me criou alguma confusão. Mas bebi. Se faz bem, nada como experimentar! O sabor é ao de uma sopa de feijão bem fraquinha e depois de se beber, a sensação é de conforto. Provem e digam-me se gostaram!

Já passei a receita a uma colega de trabalho que tem problemas de rins.